O Centro Cultural de Belém começou a ser construído em 1988 com o objectivo de abrir em 1992 como sede da Presidência Portuguesa da União Europeia. Desde a sua construção que é o maior complexo cultural existente em Portugal.
Produzir um concerto no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém produz alguma adrenalina e é normal que tal aconteça, afinal de contas o CCB não é mais que a jóia da coroa da cultura em Portugal. Se não correr bem lá onde irá correr? Todo o edifício está preparado para as maiores complexidades técnicas e há um acompanhamento profissional pelos produtores e técnicos da casa em que se sente que cada pormenor é importante.
Na manhã do concerto chegámos à hora certa e começámos a descarregar cenário e instrumentos de forma a que qualquer deslize tivesse tempo para ser corrigido. Durante a manhã o palco ficou completamente montado faltando apenas os instrumentos que vinham com o músicos depois do almoço e algumas afinações nas luzes. Tivemos tempo para ir a pé almoçar num dos japoneses dominado por chineses na Rua da Junqueira. Depois do repasto, parte da acção que se passava nos camarins grandes era em torno do catering para a comitiva alargada e na distribuição pormenorizada de quase 400 convites. A sala estava praticamente esgotada e os convites são uma espécie de protocolo presidencial que para ser devidamente executado, cada lugar deve ser pensado e gerido como algo importante na geoestratégia e na manutenção da paz mundial. Entretanto com o resto da comitiva já no local começou-se o teste de som com os músicos que durou menos tempo que no dia anterior. Houve ainda tempo para uma conferência de imprensa motivada pela entrega de um prémio internacional pouco antes de se ultimarem os últimos retoques. Como é costume, tudo começou praticamente a horas, o auditório estava esgotado, e a única novidade foi a representação governamental no camarim de honra cuja presença apenas fora confirmada na véspera.
Um único percalço aconteceu em palco. Um lapso no alinhamento trocou as voltas à entrada dos convidados, no entanto o acidente acabou por fazer o processo correr melhor que no dia anterior, pois como o estrado com rodas entrou antes do tempo, os convidados mal foram chamados a palco puderam subir e ligar os instrumentos. O concerto propriamente dito foi mais enérgico do que o do dia anterior e tal facto contagiou fortemente o público e resultou num mar de gente em pé a pedir encores atrás de encores.
Depois do concerto havia um beberete para cerca de 80 pessoas combinado no bar dos artistas. A segurança apesar de rígida e eficiente foi compreensiva e deixou que entrassem não só os convidados como alguns admiradores.
Uma vez mais foi um enorme prazer sair do Centro Cultural de Belém com a sensação de trabalho bem feito. Cinco minutos depois abria a porta de minha casa.
Produzir um concerto no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém produz alguma adrenalina e é normal que tal aconteça, afinal de contas o CCB não é mais que a jóia da coroa da cultura em Portugal. Se não correr bem lá onde irá correr? Todo o edifício está preparado para as maiores complexidades técnicas e há um acompanhamento profissional pelos produtores e técnicos da casa em que se sente que cada pormenor é importante.
Na manhã do concerto chegámos à hora certa e começámos a descarregar cenário e instrumentos de forma a que qualquer deslize tivesse tempo para ser corrigido. Durante a manhã o palco ficou completamente montado faltando apenas os instrumentos que vinham com o músicos depois do almoço e algumas afinações nas luzes. Tivemos tempo para ir a pé almoçar num dos japoneses dominado por chineses na Rua da Junqueira. Depois do repasto, parte da acção que se passava nos camarins grandes era em torno do catering para a comitiva alargada e na distribuição pormenorizada de quase 400 convites. A sala estava praticamente esgotada e os convites são uma espécie de protocolo presidencial que para ser devidamente executado, cada lugar deve ser pensado e gerido como algo importante na geoestratégia e na manutenção da paz mundial. Entretanto com o resto da comitiva já no local começou-se o teste de som com os músicos que durou menos tempo que no dia anterior. Houve ainda tempo para uma conferência de imprensa motivada pela entrega de um prémio internacional pouco antes de se ultimarem os últimos retoques. Como é costume, tudo começou praticamente a horas, o auditório estava esgotado, e a única novidade foi a representação governamental no camarim de honra cuja presença apenas fora confirmada na véspera.
Um único percalço aconteceu em palco. Um lapso no alinhamento trocou as voltas à entrada dos convidados, no entanto o acidente acabou por fazer o processo correr melhor que no dia anterior, pois como o estrado com rodas entrou antes do tempo, os convidados mal foram chamados a palco puderam subir e ligar os instrumentos. O concerto propriamente dito foi mais enérgico do que o do dia anterior e tal facto contagiou fortemente o público e resultou num mar de gente em pé a pedir encores atrás de encores.
Depois do concerto havia um beberete para cerca de 80 pessoas combinado no bar dos artistas. A segurança apesar de rígida e eficiente foi compreensiva e deixou que entrassem não só os convidados como alguns admiradores.
Uma vez mais foi um enorme prazer sair do Centro Cultural de Belém com a sensação de trabalho bem feito. Cinco minutos depois abria a porta de minha casa.
